Desafio Flex de Inovação 2021

O ano de 2021 foi marcado pela volta do Desafio Flex de Inovação Universidades. Em parceria com mais de 20 universidades, o Instituto de Tecnologia da Flex (FIT), fez acontecer a segunda edição do evento que, dividido em três partes, teve a primeira fase online, o BootCamp, e as duas posteriores, a Rocket Week e AtmosFeras, presencialmente, no Product Innovation Center (PIC) em Sorocaba.

A logística do evento é bem simples. Depois da primeira seleção, acontece o BootCamp, que são três dias de palestras e workshops online, a fim de capacitar os participantes para a próxima etapa. Quando finalizado o BootCamp, acontece a segunda seleção, onde será decidido quais projetos irão participar da segunda fase do evento, a Rocket Week, que são quatro dias de Hackathon presencial em que os times recebem todo o apoio e suporte da equipe de Inovação para evoluir o projeto o máximo que conseguirem. Por fim, chega a última fase do evento, o AtmosFeras, um dia de Demo Day, no qual os selecionados apresentam os projetos para os jurados, que irão decidir quais serão os sete projetos que levarão o prêmio para casa.

O Desafio Inovação está sempre descobrindo novos talentos e dessa vez não foi diferente. As inscrições, que encerraram no dia 09 de julho de 2021, contaram com mais de 100 projetos e 300 participantes. A primeira seleção ocorreu, e deixou na disputa 61 projetos. Após o encerramento do BootCamp, no dia 11 de agosto, foram apenas 14 times para a Rocket Week, que aconteceu na semana do dia 04 de outubro, dando o prêmio de 50 mil reais para 7 vencedores do AtmosFeras.

Ganhadores

1º Lugar: Liconic Power Unit (LPU)

O Liconic Power Unit (LPU) é uma startup desenvolvida pelos integrantes Murilo Rodrigues Rodelli, João Vitor Valentin Arruda, Nicolas Hiroaki Shitara, Fausto Henrique Mineto Jurado e Gustavo Braatz Marques, do Centro Universitário Facens, que se trata de uma unidade geradora de energia híbrida para drones de grande porte, utilizando o etanol em vez de baterias convencionais. Sendo o etanol uma fonte de energia renovável e de fácil acesso no Brasil, torna a operação mais prática e viável economicamente. Dessa forma, é possível que o drone tenha mais tempo de voo e com um solução zero carbon. O diferencial é que a unidade não será vendida, e sim locada, de forma que poupe o utilizador de manutenção e investimento inicial.

2º Lugar: Guara e Irae

O prêmio de segundo lugar foi dado aos alunos Samuel Canavesi Duarte Costa, Paulo Eduardo Chaves do Amaral, Angelo Miguel Vieira Junior, Jonas Duarte Molleta e Lucas Souto da Silva Fagundes do Centro Universitário Facens, com o projeto Guara e Irae. O projeto se trata de instrumentos musicais eletrônicos que utilizam sensores de toque e acelerômetro para interagir com o usuário. Possui uma facilidade muito maior do que instrumentos tradicionais já que sua lógica de funcionamento não está atrelada a limitações físicas (como as cordas de um violão, por exemplo). Essa plataforma pode ser acessada por celulares, tablets e computadores via Bluetooth.

3º Lugar: Mosquitoramento

O sistema Mosquitoramento foi fundado pelos estudantes Mateus Schein Cavalheiro Corrêa, Luiz Felipe de Moura e Eduardo Raupp Peretto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é um sistema capaz de realizar a detecção de mosquitos Aedes Aegypti a partir da captação do áudio do ambiente através de um microfone conectado a um sistema embarcado e do processamento das gravações obtidas. Além disso é possível fazer uma análise dos dados automaticamente gerados, o que possibilita a avaliação das informações e prevenir o início de possíveis crises epidêmicas, bem como intervir de uma forma mais eficiente e orientar melhor a população local. Esses dados são analisados através de uma rede neural convolucional que realiza a identificação do mosquito e gera ao servidor um sinal de detecção em tempo real, integrando-o a uma dashboard que contém o mapa das regiões afetadas.

4º Lugar: SmartPet

A SmartPet é startup criada pelos integrantes André Luís Andrade Menolli, Rafael Figueira Gonçalves e José Maria Clementino Junior da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), que se trata de um comedouro automático para animais domésticos que fica vinculado a um aplicativo onde é possível que o tutor do animal faça todo o controle e tenha acesso às informações nutricionais dele em tempo real. A solução tem por objetivo oferecer ao tutor informações sobre a alimentação do animal, por meio do controle de horário, sobre o peso exato das porções e acesso individualizado, como também fornecer um feedback à indústria em relação ao comportamento do animal com o seu produto. Sendo assim, agregando valor ao cliente final (tutor) e as indústrias, ambos estão diretamente ligados, trazendo benefícios para os dois lados.

5º Lugar: U-shar

A U-shar é uma empresa digital de economia compartilhada dos alunos da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC- USP), Mateus Queiroz da Silva, Daniela Buzzulini Prioste e Eryka Eugênia Fernandes Augusto. O objetivo é promover a economia circular, de forma que pessoas físicas ou jurídicas, coloquem para locação seus bens ociosos para pessoas que necessitam do uso temporário desses objetos, dessa forma, gerando uma renda extra, sem necessidade de investimento inicial. É uma plataforma prática, fácil e segura, garantida por tecnologias de ponta, como IA, blockchain e IoT, que irão reconhecer o estado e forma de uso do bem e sua rastreabilidade.

6º Lugar: A Fazenda Certa

Uma plataforma que une o proprietário de imovel rural a um possível comprador ou locador, chamada A Fazenda Certa. Desenvolvida na Unifei, por dois irmãos, Igor Crabi de Freitas e Thiago Crabi de Freitas, a startup visa oferecer de forma gratuita serviços de consultoria, marketing e realidade virtual para atrair compradores e agilizar o processo de decisão. Entretanto, o negócio tem por objetivo firmar parcerias com corretores, imobiliárias, engenheiros, cooperativas, entre outros. Com a plataforma os clientes poderão acessar diversas fazendas, utilizar filtros e solicitar atendimento individual, tendo a oportunidade de encontrar uma propriedade de acordo como esperado, de forma rápida e prática, e com todas as informações asseguradas.

7º Lugar: TreinAR

A startup TreinAR, fundada por estudantes Leonardo Elias Pereira, Valter Nilo Alcantara de Oliveira Junior e Frederik Silva Sant’Ana da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), que trata-se de um sistema simples e inovador que tem por objetivo criar treinamentos usando a tecnologia de realidade aumentada para que a aprendizagem do colaborador de médias e grandes indústrias seja mais mais lúdica, rápida e segura. A intenção é tornar o ambiente de trabalho em um constante ambiente de aprendizagem, divertido e inteligente, com resultados positivos em produção e tempo de resposta mínimo.

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